Toda História de Alagoinha-PE
Alagoinha é
um município brasileiro do estado de Pernambuco. Localiza-se a
umalatitude 08º27'59" sul e a uma longitude 36º46'33" oeste, distando
225,5 km da capital do estado. Sua população estimada em 2009 era de
14.913 habitantes. O nome Alagoinha é proveniente da grande quantidade
de pequenas lagoas existentes nas terras do município.
Administrativamente,
Alagoinha é formada pelos distritos: sede e Perpétuo Socorro e pelos
povoados: Alverne, Lage Grande, Campo do Magé, Salambaia, Genipapinho,
Laje do Carrapicho, entre outros.
História
O povoamento
Em
1761, João Antunes Bezerra comprou a propriedade de Alagoinhas, que
fazia parte da sesmaria doada pelo governo português, ainda no século
XVII, através do então governador da capitania de Pernambuco, Fernão de
Souza Coutinho, aos portugueses Bernardo Vieira, Antônio Pinto e Manuel
Vieira. Acompanhado de sua esposa e de dez escravos, João Antunes
transferiu-se da localidade Tará (pertencente hoje ao Município de
Venturosa), de onde era natural, para Tingui, na encosta sul do atual
município de Alagoinha.
Em
1790 o irmão mais novo de João Antunes, Gonçalo Antunes Bezerra,
conhecido boiadeiro da região, casa-se com moça de boa família da cidade
de Vitória de Santo Antão, fixando residência ali por quatorze anos. Em
1804, por não se sentir bem de saúde, e com saudades do sertão, resolve
mudar-se, e compra a propriedade do irmão que por se sentir velho e sem
filhos deseja que Gonçalo passasse a residir perto dele. De posse da
vasta propriedade, Gonçalo Antunes Bezerra, grande boiadeiro, tangerino e
poeta, empreende uma aventura bastante arraigada na tradição oral dos
mais velhos: põe-se a cavalgar durante todo o dia rezando o "terço" e
pedindo a Nossa senhora que o ilumine na escolha do local no qual
levantará sua morada, às seis da tarde, hora do ângelus, hora da
"Ave-Maria", tão cara ao sertanejo, para o seu cavalo como que guiado
pela divina providência sobre um grande e aprazível lagedo (onde fica
hoje a Igreja matriz), onde, de fato, construiu aquela que seria a
primeira casa na localidade (existente até hoje), dando início assim à
fundação do povoado que se tornaria mais tarde uma florescente vila.
Seus
filhos, Gonçalo Antunes Bezerra Júnior e Antônio Fernandes Sampaio
Leite casaram-se com Ana Bernarda e Inês Bernarda, de descendentes de
tradicional família da Galiza, que havia migrado da Espanha para
Pernambuco e se fixado em Vitória de Santo Antão ainda na primeira
metade do século XVII: os Torres Galindo. Dessas duas noras do fundador
da cidade e de mais um irmão, Capitão Antônio Joaquim Torres Galindo,
que fixou-se na comunidade inscipiente após participar com galhardia dos
acontecimentos que entrariam para a História como Revolução Praieira ou
do Partido da Praia no ano de 1848 e nos que se seguiram, que
originou-se o patronímico que se generalizou progressivamente nas
sucessivas gerações de alagoinhenses, sobretudo no que se refere ao
"Galindo". Hoje grande parte da população de Alagoinha é Galindo.
Em
1826, Gonçalo Antunes Bezerra toma a iniciativa de construir um altar
numa das dependências de sua residência, destinado às orações dos seus
familiares e vizinhos. Um padre celebrava ali aSanta Missa, celebrava
batismos e casamentos. Com a chegada da imagem de Nossa Senhora da
Conceição (existente até hoje), padroeira da localidade, completa-se o
desejo do proprietário, no sentido de ampliar o espírito religioso dos
habitantes.
Em
virtude do falecimento em 1833 de Gonçalo Antunes de Bezerra, seus
filhos fizeram a doação do terreno em que estava fundada a povoação, a
Nossa Senhora da Conceição, ficando tal terreno sob a administração da
Igreja Católica.
Aumentando
a população, em 1850 os habitantes da vila de Alagoinhas se empenharam
na construção da sua primeira capela, fazendo-se nesse ano, apenas a
capela-mor. No mesmo ano, organizaram Jacinto da Silva e seu filho, uma
peregrinação com a imagem de Nossa Senhora ao alto sertão, a fim de, por
essa maneira obterem os meios necessários entre os fazendeiros daquela
região, para poderem terminar as obras da igreja. Regressando dessa
visita, trouxeram cabras, ovelhas e dinheiro, permitindo em 1863 que
fosse concluída a primeira igreja da cidade. Nos primeiros anos a velha
igreja teve à frente o operoso Frei João de Santa Secília, que ao morrer
foi enterrado em frente à igreja.(Frei João é hoje o nome de uma das
principais vias da cidade).
Em
1879 pela lei provincial nº 1408, de 12 de Maio de 1879 e por lei
municipal nº 1, de 25 de Novembro de 1892, foi criado o distrito de
Alagoinhas, subordinado ao município Cimbres.
Em
1908 houve um grande surto de Febre Amarela no então distrito. Boa
parte da população de Alagoihas foi dizimada, sendo inclusive construído
cemitérios exclusivos para as vítimas da epidemia. Ainda no início do
século XX a velha igreja foi demolida para a construção da atual matriz
de N. Senhora da Conceição, concluída em 1916, feita em regime de
mutirão pelas mãos e doações dos próprios moradores.
Nos
anos 30, Alagoinha já tinha uma das maiores feiras livres da região. O
comércio propiciou a formação de uma pequena elite local e sua instrução
acadêmica.
Alagoinha cidade
Nos
anos 40 do século XX, a pequena elite da então Alagoinhas resolve
"lutar" pela emancipação do distrito que contava com mais ou menos cinco
mil habitantes e pertencia à cidade de Pesqueira, antiga Cimbres.
Alagoinhas, já tinha eleito um prefeito da sede (Tenente Dorgival
Galindo) e possuía grande efervecência comercial. Era o distrito mais
importante de Pesqueira, possuía professores, bacharéis e diversas
autoridades patenteadas pelo exército.
Um
dos grandes nomes da emancipação de Alagoinha foi o comerciante
Austriclínio Galindo (trineto de Gonçalo Antunes). Durante o processo de
emancipação, o distrito Alagoinhas barrou em uma questão: já havia uma
cidade de mesmo nome na Bahia, e por isso a futura cidade deveria mudar
de nome, vários nomes foram propostos, porém uma sugestão de Luís Celso
Galindo, fundador da vila do Alverne, propôs a supressão do s final do
nome. A ideia foi aceita e em 31 de Dezembro de 1948, Alagoinha foi
declarada município pela lei estadual n.º 420, de 31 de Dezembro de
1948, foi nomeado prefeito interino do novo município Austriclínio
Galindo, sendo a notícia da emancipação declarada em praça pública, em
plena tradicional festa natalina: "Alagoinha é cidade!" (Cléria Galindo,
1998) O município foi instalado em 1 de Fevereiro de 1949. Na primeira
eleição municipal Joaquim Galindo de Assis, conhecido por Nino Galindo e
sobrinho do tenente Dorgival, ex-prefeito de Pesqueira, é candidato
único. Assumindo a liderança política do novo município, Nino Galino
exerceu o poder de maneira incontestável por mais de vinte anos, sendo
por três vezes prefeito e chegando a Deputado Estadual. Somente em 1972,
ano em que Nino Galindo perdeu a eleição, por noventa e sete votos de
diferença, para o humilde cantor e poeta José Castor, a oposição,
liderada por Manuel Izidoro, passa a exercer o poder político local.
Desde então o grupo de Manuel Isidoro, já falecido nesta época, se
manteve na prefeitura. Em 1982 um filho de Manuel Izidoro, Everaldo Paes
candidata-se à prefeito, vencendo com uma larga margem de votos (906
votos). Em 1988, seu primo Chico Izidoro o sucede na prefeitura, para em
1992 ceder a cadeira a um outro filho do falecido Manuel Izidoro,
Eraldo Paes, que vai novamente se eleger prefeito municipal em 2000,
vencendo um filho de seu primo e antecessor e se reeleger em 2004.
A
psicóloga petista Gláuria Simões foi derrotada por apenas cento e
sessenta e sete votos de diferença em 2004 (TRE 2004), para Eraldo Paes,
que exerceu a prefeitura pela terceira vez. Em setembro de 2007, o
Prefeito Eraldo Paes saiu do Democratas, ao qual era filiado desde o
início de sua carreira política, e, com seu grupo, filiou-se ao PTB,
liderado pelo Deputado Federal Armando Monteiro Neto, de modo a
participar da base de apoio aos governos federal e estadual.
Nas
eleições de 2008 saiu vitorioso um outro primo de Eraldo Paes, Maurílio
de Almeida (PTB), com 66% dos votos válidos. Na chapa oposicionista, o
candidato foi o vereador Ciba (Rubens Ferreira Diniz), do PSB, natural e
morador do distrito de Perpétuo Socorro.
Prefeitos:
1. Austriclínio Galindo (1949)
2. Joaquim Galindo de Assis (1949-1953)
3. Anacleto Inácio de Oliveira (1953-1957)
4. Joaquim Galindo de Assis (1957-1959)
5. José Paes Gramim (1959-1961)
6. Francisco Lumba de Oliveira (1961-1965)
7. Joaquim Galindo de Assis (1965-1970)
8. Ivanildo ácio da Silva (1970-1973)
9. José Castor (1974-1977)
10. Brasilino Baia (1977-1983)
11. Everaldo Paes da Silva (1983-1988)
12. Francisco Cavalcanti Silva (1989-1992)
13. Eraldo Paes da Silva (1993-1996)
14. Lenilson Flávio Bezerra de Almeida (1997-2000)
15. Eraldo Paes da Silva (2001-2004)
16. Eraldo Paes da Silva (2005-2008)
17. Maurílio de Almeida Silva (2009-atualmente).
18.
Geografia
O
município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido
brasileiro, definida pelo Ministério da IntegraçãoNacional em 2005.[7]
Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de
aridez e o risco de seca.
Demografia
População (Censo 2010): 13.664 habitantes.
População Urbana (Censo 2000): 54%.
População Rural (Censo 2000): 46%.
Taxa de fecundidade (filhos por mulher em 2000): 3,2.
Economia
Produto Interno Bruto total (2006): R$ 35.431.000,00
PIB per capta (2006): R$ 2.602,00.
Indicadores Sociais
IDH 1991: 0,425 (inferior ao de Angola que atualmente é de 0,439).
IDH 2000: 0,630 (inferior ao de Marrocos que atualmente é de 0,640).
Renda per capita: 92,26 (A preços de 2000)
Coeficiente de Gini: 0,56
Proporção de pobres: 62,81%
Residências com água: 57%
Residências com esgoto sanitário: 58,7%
Residências com coleta de resíduos: 93%
Taxa de mortalidade infantil: 18,2 p/mil.
Expectativa de vida ao nascer: 65,8 anos.
Educação
IBGE/2000
| |
|
Esfera
|
Analfabetos (%)
|
|
Alagoinha
|
35,40
|
|
Pernambuco
|
24,50
|
|
Brasil
|
13,63
|
Em
2004 registrou a marca mínima de 13°C, sendo bem certo que, dado a
relativa novidade e precariedade dos registros, chega apresentar
temperaturas abaixo dos 12°C nos invernos mais rigorosos.
[editar]Relevo[4]
O
município está localizado no Planalto da Borborema, com relevo
movimentado por maciços e outeiros com altitude entre 600 e 1000 metros.
Os solos possuem fertilidade de média a alta.
[editar]Hidrografia[4]
O
município está nos domínios da bacia hidrográfica do Rio Ipanema. Os
principais tributários são os riachos: Fundo, Magé, Piauí, Liberal e
Macambira, todos de regime intermitente.
Turismo
Atrativos
Atrativos históricos
Na
chamada pedra do letreiro estão gravadas várias inscrições rupestres.
Foram identificadas tanto pinturas como gravuras, demonstrando a
ocupação da região por tribos indígenas pré-históricas há milhares de
anos. Na zona urbana o belo casario histórico no centro da cidade
encantam os visitantes da terra do xerém.
Atrativos naturais
Entre
os principais atrativos naturais da cidade estão o belo lagedo, que
forma lagoas, poços e montes, ele fica localizado no bairro do coqueiro e
no cruzeiro. Outros atrativos são as trilhas ecológicas: como a trilha
que leva até a Serra do Gavião (Pesqueira) formada por mata de
transição,entre a caatinga e a vegetação litorânea, ainda intocada pelo
homem. Alagoinha conta ainda com outras lagoas (peri-peri, de beber, do
junco etc) e cachoeiras enchem os olhos dos visitantes.
Atrativos culturais e imateriais
O
artesanato alagonhense destaca-se pelos trabalhos em palha, bordados e
renda renascença. No Sítio Pindoba está localizada a Pindoarte,
associação de artesanato em palha de milho, e na zona urbana está a
Cooperativa de Bordados. Essas cooperativas de artesãos exportam o
produto e o nome de Alagoinha para diversas partes do mundo.
Festas & Eventos
No
mês de Outubro, ocorre o Alagofest (Carnaval Fora de Época), onde atrai
muitos visitantes das cidades vizinhas. O mesmo reúne atrações de
grandes nomes e uma super estrutura no BLOCO PINÉL, coordenado pela LW
Produções & Eventos.
Eventos
Vaquejadas e Pegas de Boi:
Parque
Brasília, Dona Teca, Vassouras e Angélicas são sinônimos de festa e
animação em toda a cidade e zona rural. Há dezenas de anos a cidade se
anima toda para festejar a mais emocionante tradição da cidade, na qual
os vaqueiros entram na caatinga fechada para buscar reses de há muito lá
colocadas para este fim. Suor, arranhões e a glória do animal trazido
"à unha" motivam estes homens bem maisque um simples prêmio em dinheiro
ou representado por um eletrodoméstico qualquer.
Festa de Natal e Ano-novo de Alagoinha (24 de dezembro a 1° de janeiro):
O
principal período de atração turística de Alagoinha é o das
tradicionais festas de Natal e Ano-Novo, festejadas há mais de 150 anos.
Alguns historiadores creditam o nascimento da tradicional comemoração
ao antigo reisado, surgido em Portugal no século XVIII, introduzido no
Brasil-Colônia pelos portugueses no século XIX e trazido para Alagoinha
junto com os negros da Zona da Mata, eles se fantasiavam e saiam de
porta em porta anunciando a chegada do Messias tocando e cantando
músicas folclóricas em troca de comida e bebida. O mais próximo disso
ocorre atualmente no tradicional Ramo, procissão acompanhada pela banda
de pífanos, onde a cada dia homenageia-se uma categoria de Alagonhenses,
representada por um cidadão que oferece bebida e comida em sua casa.
Nesse período, a população local se irmana aos filhos que vêm de longe e
aos demais visitantes para confraternizae-se no típicos "botequins",
montados no meio da rua em estrutura de madeira e cobertos por folhas de
coqueiro trançadas, o que lhes dá uma aparência leve e original.
Às
seis da tarde a banda de pífanos (mais conhecida no local simplesmente
pelo nome de um de seus demais instrumentos - a Zabumba) toca
tradicionais músicas locais, com letras conhecidas dos mais antigos. As
ruas, que durante o dia já chamam a atenção pela onipresença da
decoração com motivos natalinos, ganham em magia e esplendor com o
acender de luzes, sobretudo da Igreja Matriz, que se espraiam por todos
os recantos. Durante a noite, as festividades se concentram nas inúmeras
mesas postadas no meio da praça, em torno de um grande palco, no qual
se apresentam os pastoris e demais atrações musicais. Nove noites e nove
dias duram as festas e quase diariamente há aqueles dispostos a
amanhecer o dia, para, saindo da Barraca da Festa alcançar a Zabumba,
que as seis da manhã repete, com ainda maior vigor, a apresentação de
doze horas antes defronte da mesma Igreja Matriz. Por volta das sete
horas da jornada matinal, lá se vão tocadores e boêmios a recomeçar o
percurso nos "botequins" ao som do "Cachorro e a Onça" e lembrando da
"Milosina" (música composta no século XIX pelo pai do grande poeta
alagonhense Cícero Galindo) que logo se voltará a ouvir…
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Alagoinha_(Pernambuco)

